Segurança do paciente

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Segurança do Paciente

A segurança é o primeiro domínio da qualidade na assistência à saúde. Não há como oferecer uma boa assistência médico-hospitalar se esta não for feita com segurança. São inúteis os esforços de humanização em qualquer hospital, se esta não incluir redução no risco no uso de medicamentos de alto alerta, se o hospital for incapaz de responder à deterioração clínica de pacientes que podem levá-lo a óbito, se não utilizar evidências científicas para redução das infecções hospitalares ou se não seguir o Protocolo de Cirurgia Segura da OMS para que pacientes não sofram danos secundários ao procedimento cirúrgico.

Nenhum Gerenciamento de Risco Assistencial é eficaz se a instituição não for capaz de olhar suas falhas com clareza e isenção, sem juízo de valor, entendendo que em sua maioria, as falhas e os erros não são por culpa isolada de uma pessoa, mas sim um problema sistêmico que envolve os processos sobre os quais a instituição se apoia.

O conceito de Cultura de Segurança surgiu a partir de organizações e sistemas que executavam operações perigosas, como a aviação civil e a indústria química. Estas organizações conseguiram, efetivamente, reduzir a incidência de Eventos Adversos apesar de operarem sistemas complexos. Organizações altamente confiáveis mantém o compromisso com a segurança em todos os níveis, do operacional às lideranças e à alta direção.

A Cultura de Segurança do Paciente possui estas características fundamentais:
     • Compreensão de que a operação de um hospital é uma atividade de alto risco para os pacientes;
     • Um ambiente de não punição e accountability;
     • Cooperação interdisciplinar e multiprofissional;
     • Comprometimento da organização em garantir recursos suficientes para os problemas com a segurança do paciente.

Infelizmente, a maioria dos hospitais e dos seus gestores está longe de entender quão perigosa é, atualmente, a assistência à saúde. Não se atentam para o número de mortes que ocorrem anualmente em suas instituições por falhas na assistência aos pacientes. É necessário que cada uma das organizações de saúde promova uma profunda análise de sua política de segurança do paciente para que seja possível atingir os resultados obtidos na aviação civil e na indústria.

É essencial haver um discurso único sobre a política de segurança do paciente na instituição, muitas vezes, porém, as lideranças não contam com as ferramentas necessárias para este trabalho, criando um ambiente confuso com ações conflitante que desorientam a busca de segurança no nível operacional.

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